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Nuno Portugal

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O outro lado - Filmagens ---->


Algumas fotos tiradas no local de filmagem do meu último trabalho.. a minha curta metragem "O outro lado"(com a ajuda do António Ferreira e da tvAAC). Vou deixar mais fotos.. aproveitem para comentar (ou então não, lol) e convivam.


Nuno Portugal
 

Rockumentário - Análise Cinematográfica e Entrevista com Sandra Castiço ---->


“SINOPSE
Kaló, Filipe, Calhau e André personificam o rock'n'roll que define os Bunnyranch, uma das mais estimulantes bandas portuguesas, surgida do contexto rock'n'roll que caracteriza Coimbra.

Com um EP e dois Álbuns lançados, contam já com actuações em Espanha, Holanda, Inglaterra e por todo o país.
O seu som incaracterístico e explosivo aliado à sua postura em palco são uma das marcas da banda. É acompanhando os quatro de perto, na sua relação com os amigos, a música e a cidade, que nos apercebemos que é a sua atitude, carisma e estilo de vida peculiar que os distingue, fazendo deles uma banda tão promissora.
Os Bunnyranch parecem imparáveis, no entanto algo vai acontecer que mudará a banda para sempre.”

In: www.zedfilmes.com



“Rockumentário”

Rockumentário, de Sandra Castiço, é uma média metragem documental, que apresenta um pouco o espírito Rock de Coimbra e que acompanha de perto um das bandas mais carismáticas da cidade dos estudantes. Os Bunnyranch são uma banda com mais ou menos 6 anos de vida e que se tem vindo a demarcar cada vez mais.
Adolfo Luxúria Canibal dos “Mão morta” faz a introdução ao título, ao mesmo tempo que avançamos em direcção ao mundo e nos aproximamos cada vez mais de Coimbra. A cidade é evidenciada na carta geográfica com um ponto rosa, que cresce e toma conta de todo o ecrã, dando a sensação que o rock de Coimbra quer chegar mais além. É aí que nasce o título do filme..
Sandra Castiço toma as rédeas a partir desse momento, narrando a história da banda que mais lhe despertou interesse e que escolheu para ser o fio condutor deste documentário. A banda é apresentada, Kaló, Filipe, Calhau e André, cada um com as suas marcantes características. Kaló o lider, Filipe o auto-proclamado “palhaço” e aproveita para descrever o resto da banda, Calhau com um aspecto estranho, e André que parece que saiu de uma capa de uma revista. Momento engraçado este..
Apesar dos Bunny serem o foco principal ao longo de todo o filme, também se destacam os comentários de vários elementos das muitas bandas de Rock de Coimbra (É mas foi-se, Wraygunn, d3o, The Parkinsons e os Tédio Boys) e do próprio Adolfo Luxúria Canibal dos Mão morta. Todas as intervenções são feitas com o intuito de descreverem a banda alvo ou o espírito Rock vivido em Coimbra ao longo dos vários anos que as bandas foram sobrevivendo. Sobreviver é a palavra certa, pois estas bandas muitas vezes não conseguiam adquirir meios para se tornarem auto-suficientes financeiramente. Testemunha disso é “Calhau”, dos Bunny, que afirma já ter sido carteiro e sustentado pelos pais naquele período específico. Em muitos dos casos, nem a ligação pela amizade que une as bandas resiste, acabando mais tarde por haver a separação de um, ou de todos os elementos dessas mesmas bandas, ex: Tédio Boys. Das cinzas dos Tédio Boys surgiram as novas bandas que ainda hoje se mantêm activas, temos a oportunidade de ver imagens de registo das várias fases das bandas e dos “personagens”. Vemos kaló (vocalista dos Bunny) com 16 anos e o calhau vestido com uma saia quando tocava baixo nas primeiras bandas a que pertenceu. É engraçado ver estes pormenores e torna-se num ponto muito positivo deste documentário, que vem trazer um pouco mais de rigor e consegue destapar o véu do passado. Ao longo de todo o filme nota-se um tom de rebeldia e de liberdade que é reforçada pela atitude da própria banda. Esta atitude obviamente que também está muito presente em todas as outras bandas, no documentário podemos até verificar que as bandas mais antigas conseguiam ser até mais radicais, quando Paulo Eno dos Objectos perdidos se despe em palco e canta nu. Eram formas de contestação e revolta contra o estado ultra conservador vivido no país e em Coimbra há uns anos atrás. Conseguimos também ver a importância que os Bunny dão ao seu manager quando kaló diz que o futuro pertence a Deus e ao Paulo Silva e quando continua a afirmar a sua importância na orientação da banda. É notória a energia que caracteriza os Bunny em palco e também a sua irreverência, que apesar de parecer forçada para algumas pessoas, de forçado nada tem para quem os conhecer pessoalmente. A dedicação da banda é exteriorizada em momentos como quando vão a Londres tocar apesar das dificuldades financeiras, ou então o tempo que dedicam aos ensaios (sala de ensaios pago à hora). Tanto no trailer assim como em alguns momentos chave do filme fica patente a facilidade, fluidez e naturalidade com que se conseguem exprimir por meio da música em contraste com alguns momentos verbalizados.
Apesar de todos os esforços e dedicação, André (guitarrista) fala das diferenças entre os membros da banda, pois são pessoas diferentes e com vontades diferentes. É neste preciso momento que Sandra Castiço apresenta um momento desconcertante, um dos elementos sai do grupo.. É um momento marcante para os Bunny e que ficou assinalado no decorrer das filmagens, raro em qualquer obra do género.
O documentário está muito bem montado e tem alguns apontamentos cómicos, é interessante também ver o filme para quem conhece as bandas, pois fica a conhecer um pouco mais de todos os elementos das mesmas. Quem é de Coimbra ou já esteve presente nos concertos, sente inevitavelmente uma ligação com este trabalho, que a nível técnico peca apenas um pouco pela qualidade do som directo em algumas circunstâncias. A fotografia não está demasiado trabalhada e penso que de certa forma esse era o objectivo pretendido de forma a poder reflectir o ambiente livre que as bandas vivem. Não me parece que neste caso se procurava uma imagem estéril e imaculada relativamente à clareza fotográfica. O Rock é sujo, rude e directo, sem papas na língua.. fala mais alto que tudo e todos, com mais agressividade e mais pureza no seu núcleo. E é desta forma que se traduz este trabalho, usando uma imagem por vezes mais “suja” que o normal. Nas entrevistas nota-se que há um cuidado maior com os aspectos técnicos, mas apesar de tecnicamente este filme não ser perfeito, a montagem está muito bem conseguida.
Relativamente a aspectos ligados à produção, parece-me que trabalharam muito bem. A Zedfilmes foi a produtora, sedeada em Coimbra, e fez um óptimo trabalho na divulgação do filme em festivais, ganhando o filme assim bastante visibilidade e alguns prémios pelo caminho.
Neste momento os Bunny já se encontram numa outra fase da sua vida (como é apontado no final do filme). Há um novo elemento na banda, o que só vem a confirmar que apesar de ser dolorosa a saída de um membro e que não voltará a ser a mesma, a banda renasce e segue em frente de forma a enfrentar novos desafios. Este final por um lado deixa-nos com um sabor agri-doce, mas por outro foi uma fase marcante da banda que fica registada e que nos dá força para nos levantarmos quando estamos no chão. Aconselho a verem o genérico final todo, pois existem pormenores interessantes. De resto só tenho a dizer que o filme é bastante apelativo dentro do seu género, e que contribuiu de uma maneira bastante positiva para a forma como olhamos para o Rock em Portugal, e mais especificamente em Coimbra.


Análise por:
Nuno Portugal



Realização: Sandra Castiço
Produção: António Ferreira / Zed Filmes
Fotografia: Cláudio Ribeiro

Documentário - 40 min - Portugal 2006

Participações em Festivais

- IndieLisboa – 2006
(Selecção Oficial – na competição Nacional e Internacional)
- Caminhos do Cinema Português - 2006
(Selecção Oficial – em competição)
- Doclisboa 2006
(mercado)
- Imago 2006
- X Festival Cinema Luso-Brasileiro de Sta Mª Feira 2006
- VII Encontros de Viana 2007
PrimeirOlhar/Júri Oficial
Menção Honrosa - PrimeirOlhar/Cineclubes
(atribuído pela Federação Portuguesa de Cineclubes e Federación de Cineclubes de Galicia)
Prémio PrimeirOlhar/GTC

Outros Eventos

Fnac Coimbra
17.06.2006
Garagem Indie Rock – Lisboa
15.07.2006
Festival de Paredes de Coura
17.08.2006
[9] Imagens sobre Música - Fonoteca de Lisboa
23.11.2006
Ateneu de Coimbra
12.12.2006
Mostra de Cinema e Videos Lusófonos - Moita
02.2007




ENTREVISTA COM SANDRA CASTIÇO


Nuno Portugal:
O que te levou a fazer o "Rockumentário"? Os Bunny, ou apenas a vontade de fazer um documentário sobre Rock?

Sandra Castiço:
Antes de conhecer os bunnyranch já queria fazer um filme sobre o rock, embora não soubesse de que forma abordar o assunto. Quantos os vi comecei a desenvolver a ideia a parti daí. Os bunny enquanto banda que era o que mais e interessava inicialmente, e depois os bunny e Coimbra.

Nuno Portugal:
Achas que o Rock tem vindo a morrer ao longo dos tempos?

Sandra Castiço:
Não acho que o rock morreu ou que tem vindo a morrer. Desde os anos 50 que tem sofrido mutações e embora já não tenha o mesmo romantismo que tinha nos anos 60, que é a fase que mais me fascina, continua a ser uma forma de expressão musical popular e rebelde. Como o cinema, a música está sujeita à moda, mas as grandes bandas de rock são intemporais. Os Bunnyranch fazem de Coimbra a cidade mais rock'n'roll de Portugal.

Nuno Portugal:
Qual a tua ligação com Coimbra antes e depois de fazeres este filme?

Sandra Castiço:
Antes de fazer o filme, Coimbra era a cidade dos Bunnyranch. Agora é uma das cidades de que mais gosto e vou lá algumas vezes, embora me sinta quase sempre uma outsider.

Nuno Portugal:
Como é que chegaste à Zedfilmes? Já conhecias o António Ferreira?

Sandra Castiço:
Inicialmente queria fazer o filme com material da universidade para uma cadeira onde supostamente deviamos fazer um documentário, quando percebi que não ia conseguir o material decidi pesquisar na internet produtoras e encontrei o site da Zedfilmes. Enviei-lhes um email e umas semanas depois estava a filmar. Nâo conhecia o António Ferreira e estava toda assustada por ir conhecer o realizador do "Esquece tudo o que te disse", mas correu bem.

Nuno Portugal:
O filme tem arrecadado alguns prémios importantes, estavas à espera que tivesse uma recepção tão boa da parte do público?

Sandra Castiço:
Os prémios e a boa aceitação do público não estão relacionados. Sei que as pessoas gostam do rockumentário porque os bunnyranch são sedutores e carismáticos e porque reagem ao filme.
Acho que nunca esperei receber muitos prémios com o rockumentário por isso fiquei mesmo muito contente com os prémios que tivemos em Viana.

Nuno Portugal:
Concluído o "Rockumentário" e olhando para trás, farias alguma coisa diferente no filme?

Sandra Castiço:
É óbvio que se o fizesse o filme agora seria um filme diferente. Mas o rockumentário já está feito e estou contente com o resultado.

Nuno Portugal:
Para quando o próximo projecto?

Sandra Castiço:
Quero fazer uma curta de ficção. Espero conseguir fazer isso no próximo ano.
 

Crítica e opinião ---->


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Nuno Portugal
 

Cinéfilos = Voyeurs? ---->


Todos nós temos um pouco de voyeur, gostamos de cuscar uns sobre os outros... pronto, que a verdade seja consumada pois se assim não fosse, a convivência que tentamos ter com outras pessoas, a busca do contacto e de informação nos jornais ou televisão não se justificaria. Agora.. será que este princípio se aplica a quem se senta numa poltrona de cinema? Teremos nós constantemente um bixinho atrás da orelha que nos leva a assistir a vidas e histórias paralelas de outras pessoas?
 

Curtas e longas - Festivais Nacionais e Internacionais ---->


Sintam-se livres para comentar qualquer tipo de assunto relacionado com o tema, se tiverem duvidas em relação ao mesmo podem colocar aqui algumas perguntas. Tenho alguns contactos de festivais que se realizaram e que ainda estão para se realizar (nacionais e internacionai). Para quem estiver interessado coloco-me à disposição para tentar esclarecer o que puder dentro das minhas possibilidades.. eu e quem mais o quiser fazer. Fiquem bem
 
 
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