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Sem eira nem beira
2011-03-21

Não posso viver abandonado ao relento,
O amor há de entender meu pranto,
Fui sequestrado pela dor que me faz sofrer tanto
E torturado pela insensatez de um torvelinho ciumento.

O vento que sopra minha face é frio e gelado,
Tenho sede na madrugada soturna em meu quarto,
Os fantasmas da ilusão assobiam depauperados,
Arrostando meu ego febril e desconsolado.

Percebo no vazio que estampa em minha frente
O deserto em que a paixão foi me envolvendo lentamente
E que fez de mim um adereço sórdido da solidão...

Em meu espaço íntimo as flores murcham sem água,
Na aridez de um solo infértil cheio de mágoa
Não há orvalho que germine um carcomido coração!
Ivan de Oliveira Melo

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