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Veja os últimos 5 tópicos:

O ídolo de madeira ---->
Eles não clamam a mim do fundo do coração quando gemem orando em suas camas (Os 7.14)

O que está acontecendo com os israelitas? Qual é o pivô da queixa de Deus: “Eles não clamam a mim do fundo do coração quando gemem orando em suas camas”? O problema está na ausência de profundidade da oração ou no endereço da oração? Eles estão orando da boca para fora ou estão se dirigindo não a Deus, mas aos deuses estranhos?

Na verdade a queixa de Deus é de que os israelitas estão clamando do fundo do coração a outros deuses. Deus já havia denunciado isso de modo mais claro: “Eles pedem conselhos a um ídolo de madeira” (Os 4.12).

A prostituição sagrada é tão grave e generalizada que o povo regride a ponto de voltar à idolatria das nações vizinhas, moldando ídolos de prata e ouro, parecidos com os bezerros de ouro de Jeroboão ou com o “ídolo vergonhoso” de Baal-Peor (Os 9.10). Deus se vê obrigado a explicar: “Este bezerro procede de Israel! Um escultor o fez. Ele não é Deus. Será partido em pedaços o bezerro de Samaria.” (Os 8.6).

Prefiro orar a Deus que não tem ouvido, mas ouve, a orar ao ídolo que tem ouvido, mas não ouve!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).
 

O casamento da pomba com a serpente ---->
Efraim é como uma pomba facilmente enganada e sem entendimento (Os 7.11)

Efraim é bobo, é simplório, é ingênuo, “é como uma pomba facilmente enganada e sem entendimento; ora apela para o Egito, ora volta-se para a Assíria”. Está sendo sugado pelos estrangeiros e não percebe, está ficando de cabelo grisalho e “nem repara nisso” (Os 7.9).

Ao deixar de ser bobo, Efraim terá de tomar cuidado para não ir para o extremo oposto: ser desconfiado demais. A fórmula certa será dada por Jesus: mais de sete séculos depois: “Sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas” (Mt 10.16). Efraim precisava ser um pouco serpente e um pouco pomba, uma mistura de um e outro.

Em duas de suas cartas, Paulo ajuda Efraim a encontrar o equilíbrio. Na epístola aos Romanos, ele escreve: “Quero que sejam sábios em relação ao que é bom, e sem malícia em relação ao que é mau” (Rm 16.19). Na epístola aos Coríntios, o apóstolo é mais claro: “Com respeito ao mal, sejam crianças; mas, quanto ao modo de pensar, sejam adultos” (1 Co 14.20).

Não quero ser um joguete nas mãos dos outros nem pensar que todo mundo quer fazer de mim um joguete.

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).
 

Perda sem foguetório ---->
Estrangeiros sugam sua força, mas ele [Efraim] não o percebe (Os 7.9)

Efraim está perdendo o seu prestígio entre as nações e não o percebe. Efraim está perdendo a sua autonomia e não o percebe. Efraim está perdendo suas reservas financeiras e não o percebe. Efraim está perdendo suas riquezas naturais e não o percebe. Efraim está perdendo a guerra e não o percebe. Efraim está sendo sugado e não o percebe. Esse é um lado da questão de acordo com o contexto histórico.

Efraim está perdendo sua humildade e não o percebe. Efraim está perdendo os seus escrúpulos e não o percebe. Efraim está perdendo sua santidade e não o percebe. Efraim está perdendo sua força espiritual e não o percebe. Efraim está perdendo sua fé e não o percebe. Efraim está perdendo a vergonha e não o percebe. Esse é o outro lado da questão de acordo com uma exegese mais ampla.

A perda silenciosa, a perda gradativa, a perda furtiva, a perda sem alarido de guerra, a perda sem foguetório — é a mais trágica de todas. A vítima é sugada lentamente sem se assustar. Que Efraim o diga!

Protegerei minha saúde espiritual tanto do leão como da sanguessuga!

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004)
 

O bolo queimado e cru ---->
Efraim é um bolo que não foi virado (Os 7.8)

Que denúncia inteligente: “Efraim é um bolo que não foi virado”. O povo de Israel não presta para nada. De um lado está cru; do outro, está queimado. É como o sal que perde o seu sabor: “Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens” (Mt 5.13). O padeiro perdeu a farinha, perdeu os ovos, perdeu a manteiga, perdeu o tempo e perdeu a confiança de seus fregueses. Foi um desperdício total.

Todos os que pendem para um lado só são como Efraim, “um bolo que não foi virado”. Quem não acha o equilíbrio e não se compromete com ele, mais cedo ou mais tarde será semelhante a um bolo queimado e cru. Os que são empolgados na oração e reticentes na ação ou vice-versa são como Efraim. Os que são empolgados na ortodoxia e reticentes na espiritualidade ou vice-versa são como Efraim.

Não vale a pena ser como Efraim. É preciso virar o bolo na hora certa para ele não ficar queimado de um lado e cru do outro.

Não vou me permitir o destempero religioso que pode me tornar fanático.

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).
 

A noite toda ---->
A fúria deles arde lentamente, a noite toda; pela manhã queima como chama abrasadora (Os 7.6)

A noite foi feita para dormir, mas eles não dormem; ficam acordados a noite toda ardendo em desejos. Davi já havia chamado a atenção para esse problema: “[O ímpio] até na sua cama planeja maldade” (Sl 36.4). Salomão também já havia denunciado: “[Os ímpios] não conseguem dormir enquanto não fazem o mal; perdem o sono se não causarem a ruína de alguém. Pois eles se alimentam de maldade, e se embriagam de violência” (Pv 4.16,17).

Pouco depois de Oséias, Miquéias vai lamentar: “Ai dos que tramam o mal em suas camas!” (Mq 2.1). Na parábola do joio, Jesus explica que “enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo [o inimigo do homem que havia semeado a boa semente] e semeou o joio no meio do trigo e se foi” (Mt 13.25).

O caso é muito sério e a diferença entre o ímpio e o justo é muito grande. Enquanto este dorme tranqüilamente ou faz uma vigília de oração, aquele passa a noite toda acordado e abrasado pelo foto da tentação e do pecado.

De noite hei de me comportar como quem age à luz do dia, não em orgias e bebedeiras.

Retirado de "Refeições Diárias com os Profetas Menores" (Editora Ultimato, 2004).
 
 
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