******REVISTA CONTIGO 43 ANOS DE HISTORIA******
 ******REVISTA CONTIGO 43 ANOS DE HISTORIA******
Início
Contactos
Links Úteis

Últimos tópicos:
******Em clima de Réveillon, apresentadora faz superfesta de aniversário em sua casa, no Rio.******
***** PAOLA OLIVEIRA A PROTAGONISTA DA NOVELA DAS SEIS ******
******Os 20 anos de morte de Janete Clair são lembrados com livro sobre sua obra******
****** História da Novela das seis horas ****
******NOVOS CAMINHOS AS TELENOVELAS FABRICAS DE SONHOS ******



ESTE BLOG FOI CRIADO PARA TODOS AQUELES QUE VIVEM OS TEMPOS ÁUREOS DAS NOTÍCIAS COM CLASSE, ATRAVE´S DA REVISTA CONTIGO .
COM UMA VISÃO POLÍTICA CENTRALIZADA, CULTURA,OPINIÕES E ENTRETENIMENTO, UM DOS MARCOS DA CULTURA BRASILEIRA, SEMPRE TRAZENDO À VERDADE EM TEMPO REAL

A PRIMEIRA EDICÁO DA REVISTA CONTIGO SURGIU EM OUTUBRO DE 1963.
NA CIDADE DE SÁO PAULO NESSES 46 ANOS DE HISTORIA A REVISTA CONTIGO TORNOU-SE UM MEIO DE COMUNICACAO DO NOSSO PAIS.

NAS CAPAS DA REVISTA CONTIGO PASSARAM FATOS IMPORTANTES DA COPA DO MUNDO, CONCURSSO DE MISS, NOVELAS, POLITICA, FATOS E FOTOS MARCARCANTES DA CARREIRA DE ATORES E ATRISES E CANTORES NACIONAIS E INTERNACIONAL DO NOSSO PAIS ETC.....
.

FORTE ABRACO A TODOS ROBERTO SECIO.

Site da revista: www.revistacontigo.com.br. Entre e confira as matérias.

Veja os últimos 5 tópicos:

******Em clima de Réveillon, apresentadora faz superfesta de aniversário em sua casa, no Rio.****** ---->


******Em clima de Réveillon, apresentadora faz superfesta de aniversário em sua casa, no Rio.******

Foi com uma festa animada - batizada de Réveillon dos Ansiosos - que a apresentadora Angélica comemorou 33 anos (completados no dia 30) na noite de sexta-feira (1°). O clima era mesmo de virada do ano: os convidados vestiam branco, conforme o pedido no convite e, na madrugada, fogos de artifício estouraram no céu. Sobre o motivo de tanta ansiedade, Angélica explicou: "O ano de 2006 passou rápido e foi maravilhoso. Por isso, celebramos um pouquinho antes. Adorei".

Coube ao marido, Luciano Huck, 35, pilotar a organização da festa, que reuniu 300 convidados na residência do casal, na Barra da Tijuca. O apresentador chamou o arquiteto Marcelo Rosenbaum - que trabalha no quadro Lar Doce Lar, do Caldeirão do Huck - para planejar a decoração.

Um tapete azul, ladeado por velas brancas, foi estendido do portão até o jardim da casa, quase inteiramente coberto por um toldo transparente. No bar, uma estátua de Iemanjá, de 1,90 metro de altura sobre um pedestal de mais 2 metros de altura chamava a atenção. Além da imagem, havia um barco de pescador cenográfico, em tamanho natural, e dezenas de altares com oferendas (pentes, lavandas, espelhinhos) montados sob o toldo. "A intenção era que os convidados montassem um kit com as oferendas e o levasse como lembrança", contou Rosenbaum.

Presente de mãe
O primeiro convidado a chegar foi o diretor Maurício Sherman, seguido de outro diretor, Daniel Filho. Logo depois, foi a vez dos pais da aniversariante, Angelina e Francisco Ksyvickis. "Demos uma jóia para nossa filha. Seus aniversários são sempre inesquecíveis", disse a mãe da apresentadora.

"Todo mundo gosta de ter esperanças no Ano-Novo", afirmou a atriz Christiane Torloni, sobre o tema da festa. A atriz foi à comemoração acompanhada pelo marido, o diretor Ignácio Coqueiro. Outra convidada muito animada era a apresentadora Adriane Galisteu. Ao lado do novo namorado, Gabriel Betti, foi logo dizendo: "Sou ansiosa como Angélica. Na virada do ano, uso tudo branco e novo. Aliás, para mim, tudo é muito novo." Em seguida, apresentou o namorado. "Estamos juntos há um mês." Não foi só a nova companhia que chamou atenção. Em um descuido, Adriane (que usava um microvestido) foi flagrada sem calcinha.

Quem também apareceu de namorado novo foi a cantora Preta Gil, a bordo de uma Kombi verde e bege dirigida por seu acompanhante, Luis Oliveira.

Queima de fogos
Danielle Winits e Grazielli Massafera foram direto da gravação de Páginas da Vida, acompanhadas, respectivamente, de Cássio Reis e Allan.

Outros casais que aderiram ao Réveillon antecipado foram Thiago Lacerda e Vanessa Lóes, Carolina Dieckmann e Tiago Worcman, Juliana Paes e Carlos Eduardo Baptista, Daniele Suzuki e Ricardo Tozzi, Ana Furtado e Boninho. Mas nem só de artistas foi feita a lista de convidados. O casal recebeu o governador eleito de São Paulo, José Serra.

Na turma dos solteiros, Deborah Secco chegou acompanhada por Jayder Soares, presidente de honra da escola de samba Grande Rio. As amigas Fernanda Paes Leme e Camila Rodrigues chegaram juntas. Marido de Camila, Bruno Gagliasso foi sozinho, quando já passava das 3h da manhã. O atraso aconteceu por causa da gravação de Dom, especial de fim de ano da Globo. Bruno e o casal Wanessa Camargo e Marcus Buaiz foram alguns dos que perderam a queima de fogos, que durou quatro minutos.

Angélica assistiu ao show pirotécnico abraçada a Luciano. Depois, foi ao microfone para agradecer a presença dos amigos: "Obrigada, gente!"

Bolo em formato de ilha
A aniversariante dançou sem parar enquanto um time de DJs se revezava nas picapes. Já passava das 3h da manhã quando foi cantado Parabéns, puxado pelo cantor Latino. Angélica ganhou um bolo em forma de ilha, decorado com palmeiras e três bonequinhos, que representavam ela, Luciano e Joaquim.

A essa altura da festa, o menino já dormia - ele ficou acordado até as 23h. Além do bolo, os convidados puderam provar os pratos assinados pelo bufê Pederneiras. Entre as delícias servidas, tempurá de lagosta com raiz forte e ovas de salmão, folheado de queijo brie e geléia de damasco, bobó de camarão na minimoranga e ravioloni de alcachofra ao azeite de trufas, além de brigadeiros de colher e picolés de frutas.

Os mais resistentes ainda tiveram pique para um baile pré-carnavalesco, com direito a marchinhas e sambas-enredo, em pleno raiar do dia.
 

***** PAOLA OLIVEIRA A PROTAGONISTA DA NOVELA DAS SEIS ****** ---->


Revista Contigo. Edição 1625
capa

Protagonista da novela das 6 fala sobre sexo, casamento e intrigas que surgiram na época de Belíssima
Essa Gata arasa Coracóes Amigos.
Bjos coracáo de todos Roberto Secio.

Paola Oliveira
''Sou do tipo certinha''
Por Ana Carolina Soares
Fotos Ernani D'Almeida
Ernani D'Almeida.

No colégio, ela era do tipo estudiosa. Seu maior sonho é casar na igreja com o namorado, o ator Hudson Senna. Mas confessa ser ciumenta e até confere o celular dele para saber quem ligou


Em menos de dois anos, Paola Oliveira saltou de coadjuvante para estrela de novela. Deixou para trás a vida no modesto bairro da Penha, em São Paulo, para se transformar num dos principais talentos da Globo. No passado também ficou a profissão de fisioterapeuta, cuja faculdade ela suou tanto para pagar. Mas não está deslumbrada com a fama.

É uma garota simples. Tão simples que não se importou em almoçar dentro do carro, no caminho entre o flat onde mora, na Barra da Tijuca, e o bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, cenário das fotos do ensaio que ilustra esta entrevista. Segurou um pote Tupperware nas mãos e comeu o espaguete com almôndegas no balanço do carro.

E seguiu com o sorriso calmo no rosto, o mesmo que aparece em O Profeta. Nada de mau humor ou ataques de estrela. Na verdade, Caroline Paola Oliveira da Silva (14/4/1982) tem gostado dessa nova rotina, apesar de nunca ter sonhado com ela.

Desde o dia em que nasceu, nunca havia morado em outro local senão na casa dos pais. Na adolescência, resolveu ser modelo para ajudar a pagar a faculdade de fisioterapia, que concluiu aos 22 anos. Como seu corpo curvilíneo não condizia com a magreza das passarelas, fazia comerciais e, com isso, decidiu se matricular em cursos de atriz. No último, há dois anos, conheceu o atual namorado, o professor Hudson Senna, 27.

Paola fazia eventos e fotos, até que protagonizou um comercial de suco em que esnobava Marcello Antony. O produtor de elenco de Belíssima viu e gostou. Então, Paola ganhou o papel da modelo Giovana. "Era para ser um papel pequeno, mas ele cresceu. Fiquei surpresa e feliz com a repercussão que teve e com os elogios de Silvio de Abreu", diz.

A moça já arrumava as malas para voltar a São Paulo quando recebeu novo convite. Desta vez para protagonizar O Profeta. Mergulhou de cabeça em cursos de atuação, estudou sobre os anos 50, decidiu abdicar das férias e esticar a temporada no Rio. Mas morre de saudade de casa e, por enquanto, não pensa em montar um apartamento para ela na cidade onde trabalha. Ao contrário, está ajudando a construir a casa dos pais, no mesmo bairro da Penha, onde está sendo erguido o quarto dos seus sonhos. "Chego a chorar de falta dos meus amigos, da minha família e do meu namorado. Mas é uma grande oportunidade e não posso perdê-la."


Quem é Paola Oliveira?
"É uma menina muito de bem com a vida, forte. Estou na vida para batalhar."

Qualidades
"Não sou egoísta, penso muito nos outros. Sou alegre, otimista, vivaz."

Defeitos
"Sou carente de pessoas e ciumenta com tudo: amigos, família e namorado."

Tipo de ciúme
"Olhar quem ligou no celular (do namorado) para checar quem ligou é básico. Mas admito que isso é uma invasão de privacidade horrível."

Na escola
"Sempre fui muito CDF. Quando cursava fisioterapia e precisava faltar por causa de um trabalho como modelo, entregava um gravador a minhas amigas, que gravavam a aula para mim. Nunca repeti de ano nem fiquei em recuperação. Mas cheguei a tirar umas poucas notas vermelhas. Meu pai (José Everardo, 56, militar reformado) era bem severo, cobrava boletim."

Ser atriz
"Eu era adolescente quando me inscrevi em um curso gratuito perto da minha casa. Meu pai foi comigo, sem saber exatamente do que se tratava. Na hora em que ele viu que era teatro, se assustou um pouco. Lembro que passei uma manhã inteira na fila para pegar senha para a inscrição. Consegui."

Primeiro cachê
"Serviu para pagar a minha faculdade. Eu banquei o primeiro ano e, quando não podia pagar, meu pai dividia comigo. Eu me orgulho disso. Recebia o cachê e falava: 'Puxa, a faculdade deste mês está paga'."

Primeiro trabalho
"Comecei a trabalhar aos 10 anos, na confecção do meu pai, que tinha meu nome: Paola. Ajudava a ensacar e carregar sacolas. Não gostava muito, não, mas depois descobri que foi importante. Eu me tornei uma pessoa prática e simples. Por exemplo: tem uns pontos que precisam ser dados no figurino? Vou lá e faço. Não dependo dos outros."
 

******Os 20 anos de morte de Janete Clair são lembrados com livro sobre sua obra****** ---->


Nossa Senhora das Oito traz prefácio de Boni e depoimentos de atores como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Regina Duarte e Francisco Cuoco


Em 16 de novembro fará 20 anos que o Brasil perdeu Janete Clair, a mais famosa autora de novelas dos anos 60 e 70. A data será lembrada com o lançamento do livro Nossa Senhora das Oito ­ Janete Clair e a Evolução da Telenovela no Brasil. Escrito pelo jornalista Mauro Ferreira, com pesquisa e reportagem do jornalista Cleodon Coelho (roteirista do programa Vídeo Show), o livro mostra o desenvolvimento da telenovela diária ­ que completa 40 anos em 2003 ­ a partir da obra de Janete, a pioneira escritora que revolucionou o gênero. O lançamento será no dia 17 de novembro, às 20h, na Livraria da Travessa, em Ipanema (RJ).

Com prefácio de Boni e depoimentos do diretor Daniel Filho e de atores que protagonizaram as novelas de Janete Clair (Tarcísio Meira, Regina Duarte, Glória Menezes, Francisco Cuoco, Tony Ramos e Elizabeth Savalla, entre outros), o livro revela detalhes e curiosidades sobre as 21 novelas escritas por Janete Clair para a televisão entre 1964 e 1983, ano de sua morte. Além de um perfil biográfico da escritora, o livro esmiúça cada trama criada por Janete para a TV, com um resumo da história, a relação do elenco (e seus respectivos personagens), o período de exibição e um texto que contextualiza a novela em sua época. Cada novela mereceu um capítulo, acrescido de um Ointervalo¹ ­ seção em que são contados detalhes curiosos sobre a produção e gravação das histórias.

Vinda da Rádio Nacional, Janete Clair estreou na televisão em 1964, na extinta TV Tupi, para onde criou a novela O Acusador, protagonizada por Jardel Filho. Em 1967, a escritora ingressou na Rede Globo, emissora em que permaneceu até morrer, em 16 de novembro de 1983, vítima de complicações decorrentes de um câncer no intestino. Depois de um período inicial, em que foi obrigada a criar tramas de época, situadas em países distantes, Janete foi personagem decisiva na implantação bem-sucedida do naturalismo na telenovela brasileira com Véu de Noiva, trama exibida em 1969 com retumbante êxito.

Em 1970, ela fez o público masculino, pela primeira vez, acompanhar uma novela. Foi Irmãos Coragem, trama de faroeste que misturava garimpo e futebol em enredo folhetinesco. Em 1972, outra proeza: 100% dos aparelhos de televisão ligados no horário das 20h estavam sintonizados em Selva de Pedra na noite em que foi exibido o decisivo capítulo 152 ­ marca até hoje inédita na TV brasileira. Neste capítulo, a personagem Simone, vivida por Regina Duarte, era desmascarada por utilizar a identidade de sua irmã morta, Rosana Reis.

Seis anos mais tarde, mais precisamente em 5 de julho de 1978, ela parou novamente o Brasil quando, no capítulo 183 de sua novela O Astro, foi desvendada a identidade do assassino de Salomão Hayala. Semanas antes, até o carrancudo Ernesto Geisel, então Presidente do Brasil, teve sua curiosidade aguçada para saber quem tinha matado o magnata vivido na trama pelo ator Dionísio Azevedo. Geisel interpelou o diretor da novela, Daniel Filho, com a pergunta que o País se fazia naqueles meses, mas ficou sem resposta até o tal capítulo. ²O assassino de Salomão Hayala é segredo de Estado², respondeu espirituosamente Daniel a Geisel.

Em tramas como Coração Alado (1980), Janete tratou de assuntos polêmicos, como estupro e aborto, e ainda levou ao ar uma cena em que a personagem Catucha (Débora Duarte) se masturbava, desafiando a censura. Anos antes, mais precisamente em 1974, ela foi obrigada a reescrever nada menos que 12 capítulos de Fogo Sobre Terra.

Nossa Senhora das Oito, o livro, faz uma análise dessa obra imortal, sempre muito bem recebida pelo público. O livro mostra como Janete sobre driblar com maestria as imposições absurdas da censura e como ela soube evoluir com sua obra, acompanhando o progresso da própria telenovela ­ uma paixão nacional há 40 anos.


Nossa Senhora das Oito­ Janete Clair e a Evolução da Telenovela no Brasil
Lançamento: Dia 17 de novembro, às 20 horas, na Livraria da Travessa
Endereço: Av. Visconde de Pirajá, 462, loja A, Ipanema, RJ.

Mais informações:
Ciranda Assessoria de Comunicação
Telefax: (21) 2540.5865
Silvana Cardoso ­ (21) 9249.0947 - silvana.cardoso@ciranda.inf.br
Susana Ribeiro ­ (21) 9323.5893 - susana.ribeiro@ciranda.inf.br
 

****** História da Novela das seis horas **** ---->


Hoje, novela das seis horas da tarde já é marca registrada, mas tudo começou em maio de 1975, quando a TV Globo inaugurou a programação fixa das 18:00 horas, dando assim mais um passo importante na história da telenovela brasileira. À princípio, o horário era dedicado exclusivamente a transpor para a TV grandes romances da nossa literatura brasileira.

A estréia ficou com Machado de Assis e seu romance "Helena", com adaptação do então novato Gilberto Braga.

A TV Globo passou a investir no requinte das adaptações literárias. Novelas como "Senhora" (1975/76), "A Moreninha" (1976) e "A Escrava Isaura"(1976/77) conquistaram o público e firmaram formato. Lucélia Santos e Rubens De Falco, nos papéis principais, ainda hoje são sucesso no mundo todo com "A Escrava Isaura".

Mas às seis, a Globo também alternou ilusões do século passado com romances um pouco mais recentes. A novela "O Feijão e o Sonho", da obra de Orígenes Lessa, abriu essa nova etapa. Para se ter uma idéia do poder do horário, muitos desses livros foram relançados e se tornaram campeões de vendagem, isso 20 ou 30 anos depois do lançamento. O mesmo aconteceu com o romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha. Numa adaptação de Manoel Carlos, a novela "Maria Maria" teve o requinte de um "...E O Vento Levou" na televisão e mais uma vez consagrou seu autor, esquecido desde o início do século.

Em 1982, com a novela "Paraíso", a Globo abriu espaço também para roteiros originais, abordando temas atuais.

Em 1993, um antigo sucesso do horário nobre da TV Tupi foi recontado às seis horas da tarde, "Mulheres de Areia", a saga das gêmeas Ruth e Raquel. A reedição dessa novela, da saudosa Ivani Ribeiro, chegou cheia de efeitos especiais, propiciando aos noveleiros de plantão mais um delicioso momento da telenovela brasileira.

Depois do grande sucesso de "Mulheres de Areia", a Rede Globo tentou emplacar com tramas inéditas, mas o público não aceitou bem e o Ibope do horário das seis acabou decaindo.

Em 1997, entretanto, o núcleo de teledramaturgia da Globo resolveu trazer o sucesso de volta para o horário, com o bem sucedido remake de "Anjo Mau". Com elenco, direção e campanha de divulgação impecáveis, o antigo sucesso de Cassiano Gabus Mendes, reescrito por Maria Adelaide Amaral, ganhou roupagem nova e trouxe os altos índices de audiência de volta ao horário das 18:00 horas. O mesmo aconteceu com a festejada estréia da versão anos 90 de "Pecado Capital", escrita originalmente por Janete Clair em 1975 e adaptada por Glória Perez em 1998. Já na primeira semana de exibição do remake, os altos índices de audiência foram confirmados, embora a história tenha perdido o impacto inicial após os primeiros capítulos.

Outras novelas das seis que marcaram época: "Dona Xepa" (1977), "A Sucessora" (1978/79), "Cabocla" (1979), "Ciranda de Pedra" (1981), etc.
 

******NOVOS CAMINHOS AS TELENOVELAS FABRICAS DE SONHOS ****** ---->


"Há entre nós uma recusa intelectual à televisão", afirma o professor Arlindo Machado em seu livro A televisão levada a sério. Apesar de sua influência na sociedade contemporânea, para muitos a TV não é coisa séria, e a telenovela seria apenas mais um de seus subprodutos. Seria idiotizante demais para ser levada a sério, pois é sempre melodramática.

Mas nos esquecemos de que foi a televisão que forneceu ao brasileiro sua auto-imagem a partir dos anos 70, quase que totalmente por causa das novelas, principalmente as da Globo.

Tomando novamente como referência o ensaio de Maria Rita Kehl, Eu vi um Brasil na TV, é possível descrever esse processo: "A população é unificada não enquanto 'povo', mas enquanto público. O conteúdo dessa linguagem importa menos que seu papel unificador, uniformizador: A integração se dá ao nível do imaginário."

Se essa integração funciona e faz sucesso no Brasil, no exterior é admirada e até invejada, e o sucesso não é menor. Hoje a Rede Globo vende programas para cerca de 120 países, dos EUA ao Togo, da China à França. E as novelas respondem por 95% das vendas. A mais bem-sucedida delas, Escrava Isaura, adaptada em 1976 por Gilberto Braga da obra de Bernardo Guimarães, com Lucélia Santos no papel-título, já foi comercializada desde 1980 para 67 países. O remake de Mulheres de Areia, exibido com grande sucesso em 1993, foi visto em outros 35 países. Atualmente O Clone (2001-2002), de Glória Perez, está prestes a bater novo recorde: a de novela brasileira mais vendida e vista no mundo. A trama fez subir em 60% a audiência do canal Telemundo nos EUA, e pela primeira vez a sempre saudosa Escrava Isaura deverá ceder seu primeiro lugar. As minisséries também encontram bom mercado. Malu Mulher (1979-1980), exportada em 1982, já foi vendida para quarenta países e até hoje continua a atrair emissoras estrangeiras interessadas nas bandeiras feministas levantadas pela personagem-título, vivida por Regina Duarte.

Aliás, com sua exposisão massiva fora do Brasil, as atrizes Lucélia Santos e Regina Duarte não podem andar pela rua sem escolta em vários países da América Latina. Nas ilhas gregas, em cidades italianas, chinesas ou até mesmo recantos exóticos como Bali, na Indonésia, olham para telas onde artistas brasileiros encenam histórias acontecidas no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Mas antes de serem despachadas para o exterior, as novelas têm que ser reeditadas para não ultrapassar 130 capítulos, são dubladas e sonorizadas.

No começo da década de 90, a Globo chegou a produzir quatro novelas em regime de co-produção, com Portugal, Espanha e Suíça. Nas co-produções, os parceiros estrangeiros compram participações percentuais e ganham o direito de exibir as novelas, além de lucrarem também com a venda dos capítulos para outros países. Além de diminuir os custos da Globo, as co-produções são uma maneira eficaz de a emissora conseguir se estabelecer na Comunidade Européia, mercado cada vez mais fechado aos produtos que vêm de fora do continente.

A teledramaturgia, dentro do universo da televisão brasileira, tem um papel de destaque porque permite aglutinar milhares de telespectadores no chamado horário nobre (das oito às dez da noite). O fato de hoje as tecnologias da comunicação exercerem novas e sofisticadas formas de controle sobre os indivíduos, de ambos os gêneros, tem sua contrapartida no modo como as mídias podem despertar para uma nova percepção da realidade. E a proposta principal desta página é, além de homenagear a novela brasileira, mostrar que teledramaturgia, particularmente no Brasil, tanto pode despertar positivamente para uma consciência crítica e abolir antigos preconceitos, quanto absorver estilos liberais do comportamento coletivo.
 
 
Crie o seu Site Grátis!       Create your Free Website! Sites Grátis no Comunidades.net