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 Precisando de mais um piloto para a sua frota de aviões, uma empresa comercial lisboeta pôs um anúncio no jornal pedindo candidatos. Entre outros, aparece um alentejano.
Eis o conteúdo da sua entrevista:
- Então o senhor tem brevet de pilotagem?
- Tenho o queim?
- O senhor sabe pilotar aviões?
- Nã senhori.
- Percebe alguma coisa de coordenadas de voo?
- Nã senhori.
- Sabe, ao menos, falar Inglês?
- Nã senhori.
- Então o que é que veio cá fazer?
- Ê vim cá dzêri, pá nã contarem cá comigo! |
Portugal é meu país
Alentejo é minha paixão
Porque hoje lá há fome
Está triste meu coração
No reino de Castela
Condado Portucalense existiu
Mas D. Afonso Henriques construiu
Uma forte nação
Aos mouros conquistou então
Toda a terra que quis
Tivemos também o rei D. Dinis
E a rainha santa Isabel
Mãe dos pobres foi seu papel
Portugal é meu país
Nos mares nos aventuramos
Fomos povo de marinheiros
Nos descobrimentos, fomos os primeiros
África, América e Índia visitamos
Alguns povos colonizamos
Forte, foi nossa ilusão
Não esqueço pois então
As províncias que Portugal tem
Mas ao mundo digo porem
Alentejo é minha paixão
Por muitas aventura passámos
Hoje Portugal já não sonha
O caso de Timor nos envergonha
Pela forma como o abandonamos
Não nos conformamos
Pois a guerra Angola consome
É um pesadelo enorme
Dum país que vai a pique
Entristece-me Moçambique
Porque hoje lá há fome
Hoje pertencemos á Comunidade Europeia
Muito sonho se desvaneceu
Nosso governo o passado esqueceu
Caímos numa teia
Alguém ainda esperneia
Mas sua força perde a razão
Destruíram nossa produção
Na CE seus excedentes vamos consumir
Pois eles não nos deixam produzir
Está triste meu coração.
Realizado em 14 de Novembro de 1994. Por: Miguel Gaspar Roque |
Meu amor vivo sonhando
Com você abraçada a mim
Me beijando, me amando
Numa ternura sem fim
Tão louca fantasia
Bem melhor é a realidade
Sonho noite e dia
Amar-te até á eternidade
O que meu coração sente
Já deves ter imaginado
Desejo teu corpo ardente
Bem ao meu colado
Junto de ti desejo
Estar a toda a hora
Quando perto te vejo
Não me quero ir embora
Teus beijos, sabem a mel
Nunca deviam parar
Mas o tempo cruel
Sempre acaba por nos separar
Á espera eu fico
Sem mágoa ou dor
Este poema dedico
Ao meu grande amor
Realizado em 19 de Outubro de 2000. Por: Miguel Gaspar Roque |
A esperança nunca é perdida
Nem quando estamos borrachos
Sempre foi assim a vida
Cheia de altos e baixos
Mas podem crer então
Que nesta amalgama intrusa
Onde reina a confusão
A tristeza muito abusa
Vamos dar-lhe um corte
Não deixemo-la vencer
Há que ser muito forte
Apesar disso não parecer
Não é fácil suportar a carga
Duma vida sobrecarregada
Saiamos da estrada larga
Pois ela não leva a nada
Não fiquemos surpresos
Vivemos como podemos
Há vida estamos presos
Pois todos bem sabemos
Só a morte nos libertará
Desta vida de amargura
Tudo finalmente terminará
Quando for p'rá sepultura.
Realizado em 20 de Agosto de 1999. Por: Miguel Gaspar Roque |
Sorriso já me chamaste
Julgando teres razão
Nem sequer imaginaste
Quanto sofre meu coração
Acredita, estou enlouquecendo
Faz-me falta uma mulher
Aquilo que estou querendo
Qualquer um homem quer
Sofres tu sofro eu
É sofrimento sem parar
Juntando o meu ao teu
Ambos podiam acabar
Sem dar por isso escrevi
Tudo o que estás a ler
Minha cabeça já confundi
Não sei que estou a fazer
Nem que estou dizendo
Talvez possas imaginar,
O que está acontecendo !
Ainda não sei explicar.
Realizado em 02 de Julho de 1999. Por: Miguel Gaspar Roque |