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Não, não é neve.... Ainda
 

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Primeiras janeiras de 2008 no Talasnal, pelos mocamfinos.
Um bom Ano para voçês!
 

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Novo "aeródromo" na serra!

Agora já podemos massificar a vinda de turistas ao Talasnal, estacionamento não falta! E, o resto?
O que virá a seguir? Shopping??
 

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Reconstituição a cargo do GERL
Casamento tradicional no Talasnal

O GERL - Grupo Etnográfico da Região da Lousã vai fazer uma reconstituição de um casamento tradicional,
no Talasnal. A boda fingida está marcada para dia 11 de Agosto e faz parte do Ciclo Etnográfico na Serra da Lousã, que pretende recuperar algumas das tradições da região


Os noivos são a fingir, mas a intenção é honesta: recuperar uma tradição da Serra da Lousã. A festa tem início marcado para as 9:00 da manhã, altura em que os elementos do grupo de reunem na Casa do Soito e se dirigem à Igreja Matriz da Lousã.
Vestidos a rigor com os fatos domingueiros usados no século XIX e inícios do século XX estarão os noivos e os padrinhos. Os restantes convidados usarão trajes de trabalho, como antigamente acontecia. Primeiro chega o grupo do noivo, depois o da noiva e, à saída, os dois grupos mistu-- ram-se.
Tiradas as fotos à entrada e à saída da Igreja Matriz, os convivas dirigem-se à Senhora da Piedade. Quando chegarem ao castelo já estará a ser feita “a entrega da fatia”. “Fatia” é a designação da boda de casamento, constituída por sabores da região, como a chanfana, o bacalhau frito, o queijo, etc.
Por volta das 12:30, está prevista a entrada dos noivos no Talasnal, onde decorrerá o almoço do casamento e a festa. É lá que grande parte da po-pulação vai saudar o novo casal, pois, antigamente, era raro aquele que vinha à Igreja da vila assistir à cerimónia.
Como sinal de bom agoiro para uma vida próspera, à entrada na aldeia, os noivos deviam passar por baixo de um arco feito de madeira e enfeitado com lençóis e oiro cedido pelas senhoras mais velhas. E assim se fará também desta vez.
O almoço está marcado para as 14:00 e a tarde será preenchida com um baile de concertinas à moda antiga e com jogos tradicionais, como o fito e as cartas.
A população está convidada a assistir a este reavivar de tradições. Quem quiser participar no almoço também pode fazê-lo mediante o pagamento de 15 euros. As inscrições decorrem no GERL (963 715 819).

Ciclo Etnográfico
A reconstituição deste casamento tradicional no Talasnal é um projecto do GERL - Grupo Etnográfico da Região da Lousã em parceria com a Associação Pinus Verde. Conta também com a participação do Grupo Etnográfico “Rouxinóis do Dueça” de Godinhela, Miranda do Corvo e da empresa turística Trans Serrano.
Esta é a primeira iniciativa do um Ciclo Etnográfico na Serra da Lousã. A recolha de testemunhos e material está a ser feita pelo GERL que agora pretende reconstituir algumas tradições da Serra da Lousã para as registar e editar em filme. “E quem sabe em livro”, refere José Faria, responsável pelo grupo.
No âmbito deste ciclo, estão já marcadas mais três iniciativas. No dia 8 de Setembro, há uma Festa Tradicional de Nossa Senhora da Guia no Talasnal, Casal Novo e Chiqueiro. A 29 de Setembro, realiza-se uma descamisada tradicional no Casal Novo. E, no dia 25 de Novembro, recria-se um magusto tradicional na Cerdeira.

Gisela Cruz | 09 Agosto 2007
 

Grande Reportagem da RTP ---->
Em relação ao programa televisivo emitido pela RTP na rubrica “Grande reportagem” em 25/07/06 apraz repor a verdade dos factos:
1 – Os habitantes desta aldeia não foram entrevistados.
2 – As “actividades económicas” existentes nesta aldeia são ilegais, geridas por pessoas que aqui apenas vêem ao fim de semana com o intuito de explorar o turista. O retorno para o próprio lugar, mais que nulo, é negativo. Devido há falta de estruturas de apoio (caixotes do lixo, estacionamento, casas de banho públicas, segurança, etc.) e da pouca ou nenhuma contribuição dos exploradores para a resolução dos problemas que a aldeia padece, o excesso de visitantes torna-se um problema, em especial ao fim de semana.
3 – De realçar que tudo isto se passa com a conivência das entidades oficiais e da dita associação de recuperação do talasnal. À qual pertencem os ditos proprietários dos estabelecimentos (claro, evidente…).
4 – As obras que decorrem, interminavelmente, na aldeia, quer em fase de projecto, quer no acompanhamento, raramente tiveram os residentes em conta. Nunca foi tido em conta as suas necessidades e ensejos.
Por isso se pensar em nos visitar, não se esqueça, que ao consumir nestes locais está a contribuir para que este país e esta aldeia não saía deste marasmo de corrupção comezinha que grassa por aí.
Respeite também quem aqui habita, não faça barulho, deite o seu lixo nos caixotes (que se encontram na eira grande) e estacione, se for o caso, correctamente.
E de preferência venha a pé. Só tem a lucrar com isso!
27/07/06
 
 
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