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Tânia Teixeira Pinto
Professora Mestre em Epistemologia da Comunicação pela Universidade de São Paulo
Lendo artigo de Carlos Heitor Cony publicado no jonal Folha de S.Paulo (16 de dezembro) refleti sobre o assunto e sem entrar no mérito do assassino que foi Pinochet, vale ressaltar a defesa feita pelo seu neto, algo raro e até bizarro em terra brasilis onde por muito menos um filho se revolta contra seus pais e na primeira discussão utiliza-se dos mesmos argumentos dos principais detradores de seu ascendente.
A mesma verborragia, a mesma forma de construir frases, como se durante anos nunca ouvira, escutara ou acreditara em nada do que fora dito pelo próprio progenitor. Dando ouvidos apenas a outras vozes, outros discursos, outras opiniões. Por 28 anos, quieto, pensativo, gravou cada sílaba em seu pequenino cérebro para usá-las na hora mortal, para desferí-las (por email) contra seu próprio pai com o único intento de vencer uma suposta batalha edipiana pelo "poder" existencial de apenas ser.
Fatos e verdades são deturpados, 115 dias sem um único telefonema, sem uma única voz, uma escrita, uma pergunta, transformam-se em apenas um nada, um "você é que sumiu".
Quem sumiu ? O velho pai que sempre esteve sentado no mesmo lugar, vendo a vida passar ou o jovem conquistador que se jogou no mundo sem dizer o porquê nem para onde ? O pai esperando em sua casa por um simples telefonema, um singelo comentário sobre a inesperada saída de seu time da Liberdadores ou o pássaro ferido que levantou vôo de autonomia, um vôo guiado por outras mentes, outras opiniões, baseado em frases feitas, ditas e reditas: "um caso de simbiose, o mundo o trata como leproso, mas ele também os considera leprosos", já teria publicado anos antes um jornal, sem nenhuma novidade ou surpresa.
O que é respeito ? O que é dignidade ? O que é lealdade ?
Com certeza Pinochet não ligava a mínima para as pessoas que matou, mas pelo discurso de seu neto, viu-se que o ditador educou e cuidou muito bem de sua própria família. Família que se respeita acima de tudo e que prefere a perseguição, a destituição do cargo militar a ter que se levar pela turba popular somente para não ser "odiado pelo mundo".
Algo incompreendido pela elite branca arrogante que quer ser aceita custe o custar. Um país que prolifera Suzanes Richthofens, Cleudenir Louzadas, Gustavos Napolitanos, Wemertons Aguierros e tantos outros que periodica e friamente executam seus próprios pais e avós, certamente não compreenderia o que se passa na cabeça de Gustavo Pinochet.
Quem sumiu ? Alguém sumiu ! Ninguém sumiu ! Todos sumiram ou nunca existiram ! Nada precisa ser dito, tudo já foi dito, dia após dia, discussão após discussão, em cada opinião, em cada argumento, em cada briga, em cada lágrima, em cada alegria, em cada partida de futebol e nunca o velho pai foi ouvido.
O que dizer então ? Tudo foi dito !
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 De cada três câmeras fotográficas vendidas no Brasil, duas são digitais. A fotografia digital virou febre e muitos querem ter sua própria maquina, o problema é: qual câmera comprar ? São tantos modelos e tipos que o consumidor fica confuso, mas algumas dicas sempre ajudam nestas horas:
1 – Qual a sua necessidade?
a) AMADOR - Se você quiser manter um fotolog e fazer fotos de família, dos amigos e de viagens, então procure as câmeras compactas.
b) AMADOR DISCRETO - Se você quiser fazer tudo que o que está escrito no item a, mas não quer carregar peso, quer ser discreto e não deixar ninguém perceber sua câmera, então vá atrás das ULTRACOMPACTAS (tipo slims).
c) AMADOR AVANÇADO – Você gosta de fotografar mas não quer gastar muito dinheiro em um modelo topo-de-linha, então procure câmeras semiprofissionais mas sem a opção de troca de lentes.
d) SEMIPROFISSIONAIS – Câmeras usadas por quem tem dinheiro e ama fotografar, elas podem ser usadas com vários tipos de lentes (reflex) e também aceitam o modo 100% automático.
2 – LENTES
A lente tem influencia decisiva na qualidade da foto porque a luz passa por ali antes de formar a imagem que será registrada. Prefira sempre câmeras com lentes: Leica, Carl Zeiss e Schneider Kreuznach.
3 – ESTABILIZADOR DE IMAGENS
Evita que as fotos saiam tremiadas em determinadas situações. Isso pode ocorrer quando se fotografa com o zoom no máximo ou com pouca luz e sem flash.
4 – ZOOM OPTICO
O zoom digital deve ser desconsiderado, ele distorce as imagens por ser uma aproximação artificial. A distância focal de 35 mm equivale ao olho humano e é padrão nas câmeras. Distancias menores, como 28 mm, são chamadas de “gande angular”. Distancias maiores, como 108 mm, chamadas de “teleobjetivas” funcionam como binóculo, aproximando objetos distantes. Quanto maior o intervalo entre as distancias focais, melhor a sua câmera digital.
5 – PIXELS
É importante, claro, mas a maioria das câmeras vendidas no Brasil possui um número razoável de resoluções (megapixels). Com 3 MP de resolução é possível fazer cópias no formato 10 por 15 centímetros, o mais comum do mercado. Já com 4 MP permitem ampliações de 13 por 18 centímetros. As câmeras com 5 ou 6 MP permitem uma ampliação de 15 por 21 cm e as acima de 7 MP ampliam a imagem a 20 por 25 centímetros.
CARTÃO DE MEMORIA
Servem para armazenar imagens, já é possivel encontrar cartões de 64 MB até 8 gigabytes. Compre no mínimo cartões de memória com 256 MB de capacidade.
TIPOS DE ARQUIVOS
Cameras digitais gravam em JPEg, mas parte das informações se perdem durante a compressão. Quem se preocupa com qualidade da imagem deve optar por um equipamento que também gravem arquivos em RAW.
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 De cada três câmeras fotográficas vendidas no Brasil, duas são digitais. A fotografia digital virou febre e muitos querem ter sua própria maquina, o problema é: qual câmera comprar ? São tantos modelos e tipos que o consumidor fica confuso, mas algumas dicas sempre ajudam nestas horas:
1 – Qual a sua necessidade?
a) AMADOR - Se você quiser manter um fotolog e fazer fotos de família, dos amigos e de viagens, então procure as câmeras compactas.
b) AMADOR DISCRETO - Se você quiser fazer tudo que o que está escrito no item a, mas não quer carregar peso, quer ser discreto e não deixar ninguém perceber sua câmera, então vá atrás das ULTRACOMPACTAS (tipo slims).
c) AMADOR AVANÇADO – Você gosta de fotografar mas não quer gastar muito dinheiro em um modelo topo-de-linha, então procure câmeras semiprofissionais mas sem a opção de troca de lentes.
d) SEMIPROFISSIONAIS – Câmeras usadas por quem tem dinheiro e ama fotografar, elas podem ser usadas com vários tipos de lentes (reflex) e também aceitam o modo 100% automático.
2 – LENTES
A lente tem influencia decisiva na qualidade da foto porque a luz passa por ali antes de formar a imagem que será registrada. Prefira sempre câmeras com lentes: Leica, Carl Zeiss e Schneider Kreuznach.
3 – ESTABILIZADOR DE IMAGENS
Evita que as fotos saiam tremiadas em determinadas situações. Isso pode ocorrer quando se fotografa com o zoom no máximo ou com pouca luz e sem flash.
4 – ZOOM OPTICO
O zoom digital deve ser desconsiderado, ele distorce as imagens por ser uma aproximação artificial. A distância focal de 35 mm equivale ao olho humano e é padrão nas câmeras. Distancias menores, como 28 mm, são chamadas de “gande angular”. Distancias maiores, como 108 mm, chamadas de “teleobjetivas” funcionam como binóculo, aproximando objetos distantes. Quanto maior o intervalo entre as distancias focais, melhor a sua câmera digital.
5 – PIXELS
É importante, claro, mas a maioria das câmeras vendidas no Brasil possui um número razoável de resoluções (megapixels). Com 3 MP de resolução é possível fazer cópias no formato 10 por 15 centímetros, o mais comum do mercado. Já com 4 MP permitem ampliações de 13 por 18 centímetros. As câmeras com 5 ou 6 MP permitem uma ampliação de 15 por 21 cm e as acima de 7 MP ampliam a imagem a 20 por 25 centímetros.
CARTÃO DE MEMORIA
Servem para armazenar imagens, já é possivel encontrar cartões de 64 MB até 8 gigabytes. Compre no mínimo cartões de memória com 256 MB de capacidade.
TIPOS DE ARQUIVOS
Cameras digitais gravam em JPEg, mas parte das informações se perdem durante a compressão. Quem se preocupa com qualidade da imagem deve optar por um equipamento que também gravem arquivos em RAW.
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Folha de S.Paulo
São Paulo, sábado, 18 de novembro de 2006
CNBB diz que Bolsa Família vicia e acomoda beneficiados
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) fez ontem duras críticas ao programa Bolsa Família. A avaliação da entidade é que o programa "leva ao vício e à acomodação" da população pobre.
A CNBB também reclamou das negociações conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os partidos aliados para montar o ministério. Carro-chefe da campanha de reeleição de Lula, o Bolsa Família foi criado para unificar diferentes programas (Bolsa Escola, Vale-Gás, Bolsa Alimentação) e atende hoje 11,1 milhões de famílias, segundo o governo. Para o presidente da Comissão Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz, dom Aldo Pagotto, arcebispo de João Pessoa (PB), o Bolsa Família precisa ser revisto.
"A nossa sugestão seria rever profundamente. Precisamos de escolas técnicas, cursos profissionalizantes, inserção no mundo do trabalho, gerar oportunidades de estudos. Como está sendo levado adiante vicia", afirmou dom Aldo.
"É só uma ajuda pessoal e familiar. É verdade que 11 milhões de famílias recebem no Nordeste e no Norte, mas isso levou a uma acomodação, a um empanzinamento. Não se busca mais, parece que não há visão de crescimento, desenvolvimento e inserção", disse.
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Folha de S.Paulo - 16/11/06
Dossiê dos silêncios
A PF e o Ministério Público se referem à falta de provas para indiciar os citados. Mas falta de provas de quê?
O INSUCESSO QUE a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ambos por suas seções de Mato Grosso, começam a admitir na busca de um modo de indiciar os figurantes no caso do dossiê, poderia ser apenas o final comum a tantas investigações de todas as polícias. Investigar não leva necessariamente a provas e incriminações. Mas o caso policial do dossiê tem aspectos que o distinguem e dão à admitida dificuldade de indiciamentos um sentido especial.
O caso dossiê tem a particularidade de ser policial-eleitoral. Todos os lances principais, sempre enriquecidos de espetaculosidade, incidiram com meticulosa coincidência em momentos de extrema sensibilidade da disputa eleitoral, sobretudo a da Presidência. Foi como se a investigação e os eventos da campanha se valessem do mesmo cronograma de trabalho.
O desenrolar da investigação não é menos servido por diferenciações em relação às atividades comuns da PF e do Ministério Público Federal, cheguem ou não a comprovações e incriminações. Sob suspeita de quais crimes a PF de Mato Grosso e a de São Paulo se coordenaram para a operação em um hotel paulistano? Tal informação jamais constou nas tantas entrevistas e informações avulsas dos delegados do caso e do procurador do Ministério Público em Cuiabá. Este, porém, antes de qualquer passo investigativo, já sugeria publicamente que o dinheiro apreendido no hotel provinha do governo. Nem do PT, de um caixa dois em alguma gaveta petista, mas do governo mesmo.
No hotel paulistano (se é que foi lá, como ficou dito) houve um ato de prisão. Prisões não podem ser feitas aleatoriamente. De que crimes a pessoa então presa era suspeita, para que o delegado da PF-SP estivesse agindo com motivações policiais, e não com outras? Nem o próprio, nem ninguém mais na PF e no Ministério Público Federal explicitou o fundamento do ato de prisão. Ou havia algum, a tornar suspeito o cidadão preso, ou suspeita foi a arbitrariedade da prisão.
De que crimes os frustrados ou bem-sucedidos compradores de informações para abastecer a disputa eleitoral - fossem estatísticas de governo, fotos e vídeos da mídia, ou dossiês de improbidade - poderiam ser acusados, para que a hipotética negociação do dossiê Vedoin resultasse em indiciamentos? A PF e o Ministério Público Federal em Mato Grosso apenas se referem à falta de provas, até agora, para indiciar os citados no caso. Mas falta de provas de quê?
As respostas a essas indagações não feririam o segredo de justiça do processo: não comprometeriam reputações ainda não enlameadas no caso, não exigiriam revelações do processo investigatório ou de depoimentos, nem provocariam perturbação alguma. São comuns às ações diárias que a PF tem feito no país todo, e das quais dá até aviso antecipado à mídia, para informação mais completa à opinião pública. No caso do dossiê é diferente, é o oposto. Trata-se, no entanto, de um caso com envolvimento em nada menos do que a decisão eleitoral para presidente da República.
Parece bastante claro que têm a mesma origem a falta daquelas informações e respostas à sociedade e, de outra parte, a dificuldade admitida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, por suas seções de Mato Grosso, para encontrar um modo de indiciar os citados no caso dossiê.
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