Teia de Ariana
Teia de Ariana
CENTRO DA TEIA
arianazita@gmail.com
OUTRAS CASAS

Últimos Fios:
ONDE ESTÃO VOCÊS...AGORA?!
FOGO-FÁTUO
O QUE SE VÊ PELA TEIA - sugestão cinematográfica: Little Miss Sunshine
OS TRUQUES DA MEMÓRIA ... À SOMBRA DO PASSADO (?!)>
FORA DA PRATELEIRA: HISTÓRIA HORRÍVEL - FACTOS MARADOS, por Terry Deary e Martin Brown


O QUE TOCA NA TEIA: ULRICH SCHNAUSS - "Shine
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CURRENT MOON


ONDE ESTAMOS

Dizem que foi há muitos, mas muitos anos, que Teseu, um jovem semi-deus de Atenas, aceitou de Ariadna, uma bela princesa de Creta, um fio de lã para o orientar no seu percurso no labirinto do Minotauro. Teseu cumpriu com sucesso a sua missão de matar Minotauro, regressou do labirinto através do fio e, como prometera a Ariadna, que se apaixonara por ele, levou-a consigo. Na ilha de Naxos, contudo, este abandona-a à solidão. O fio de amor que Ariadna lhe ofertara foi apanhado por Dionisos, que casou com ela, estabelecendo laços fortes de paixão por ela. Após a sua morte, Dionisos colocou a coroa de Ariadna no céu, em forma de estrelas, e como lembrança eterna do seu amor.
Mas não foi há assim tantos anos que esta Ariana (que também dizem ser uma variante, em termos de nome, da primeira Ariadna) me apareceu em sonhos. Ainda não sei toda a sua história pois vai fazendo história comigo. Aos poucos e poucos, como início de uma chuva miudinha prestes a tornar-se numa sonora tempestade, vai ganhando forma, enquanto a resgato aos sonhos e a faço abandonar o seu mundo, onde só sei que dorme durante o dia numa teia de aranha esticada entre os braços de uma velha árvore.
E quase à semelhança da “outra Ariadna”, aparece com os fios da sua teia neste mundo do virtual (onde teia até se diz WEB) para orientar os caminhos de todos aqueles que o queiram, até este seu espaço que pretende ser acolhedor: a Teia de Ariana.
Que os fios sejam as nossas palavras...

OS ÚLTIMOS 5 FIOS:

ONDE ESTÃO VOCÊS...AGORA?! ---->


Estou na mala de viagem
Feita de despedidas e de chegadas
De palavras soltas sobre as estradas
Que levam apenas aonde eu quero chegar
Estou no canto do horizonte
Sou caminho que se lança a queimar
Os segundos contra-relógio
De um tempo que dizem que é para gastar
Troco-o por memórias, por recortes e por postais
Por frases roucas ao canto de um bilhete
Que ficou por obliterar:
Viagem sempre válida.
Sim,
Estou na mala de viagem
Estou na mão que a quer segurar
Estou no passo mais além
Estou na Vida…quase, quase a chegar.


xxx

A Teia também vai esticar uns fios em alguns dias de férias.
Neste momento, estou aqui a deixar estas palavras...mas a mente já está no "amanhã", algures por entre as viagens, as paisagens, as pessoas, os momentos, pontos de partida e de chegada.
Um beijo em fio e..."BOA VIAGEM"!

...e vocês?! Onde "estão" AGORA?!

FOGO-FÁTUO ---->


Ela sonhou assim que a noite se despiu:

Tu que choves em mim desde o início dos tempos, através da pele, sequiosa do teu beijo, fazes-me renascer em labaredas de fogo roubadas ao sonho real. Prometeu rebelde, semeias a minha alma no centro do teu jardim secreto, ao canto iluminado do teu coração, onde todas as noites se deitam os astros como carícias ardentes e intemporais que me alimentam de carinho.
A melodia das letras amando-se em leito alvo faz ecoar as páginas do teu corpo descobertas sob as minhas mãos. Tu és a minha sina. E contorno-te com desenhos, palavras e frases escritas a fios de sangue, cruzando cada traço com um feitiço de amor. És texto corporal que liberto de todas as frases contidas pela regra da pontuação…e ofereço-me como folha em branco, encontrando todos os teus significados em tatuagens solenes que se unem na mesma linha. Encontramo-nos. Estamos à distância de um olhar.
Sinto dedos quentes a percorrerem-me de dentro para fora mas quando olho para as minhas mãos não são elas que me tocam. És tu. És tu quem desperta para mim e me molda em ondulações suaves ao sabor da tua respiração. Sopro peregrino de outras vidas dispersas no poço dos séculos. Junto-te a mim, pedaço a pedaço recolhido, como se fosse uma manta de retalhos que nos envolve em crescendo. De cada ponto disperso do céu nocturno unem-se as linhas da Teia que nos faz levantar do pó das estrelas.
Agora, caminhamos sobre a Terra. Entrelaçamos as mãos com os nossos destinos e selamos os passos ao toque de um beijo.
O teu nome arde em mim enquanto espalho as cinzas renovadas no chão onde me deito. E quanto te deitas ao meu lado é o meu desejo que te percorre em vaivém de pequenas gotas, caminhos de lágrimas, de beijos, de suor e de saliva…agora a chuva sou eu…estado líquido abrasador sobre a fogueira do teu corpo.
Restamos um no outro como vontade que se adivinha no amanhã consumido no dia de hoje.
Porque nós somos o tudo, o agora e o sempre…

Ela, entretanto, despertou com a aurora. E tinha a chave na mão:
Tu és ele.
E ela sou eu.

xxx

PARA TI!

O QUE SE VÊ PELA TEIA - sugestão cinematográfica: Little Miss Sunshine ---->


Ficha técnica de Little Miss Sunshine :

Ano: 2006
País: EUA
Género: Comédia | Drama
Realização: Jonathan Dayton e Valerie Faris
Intérpretes: Greg Kinnear, Toni Collette, Steve Carell, Alan Arkin, Abigail Breslin, Paul Dano, Mary Lynn Rajskub
Data de estreia: 2006-10-12 (nacional)

Uma família "disfuncional", os Hoover, completamente banal e absurdamente nada normal, cruzando-se, apenas, algumas vezes em alguns dos seus objectivos, reflectindo uma "modernidade de fragmentação". O pai, Richard (Greg Kinnear), com uma filosofia de vida de vendedor de sermões: de um lado estão os vencedores e do outro lado os vencidos. A mãe, Sheryl (Toni Collette), que tenta segurar todas as pontas desta família em estado de ruína. O avô (Alan Arkin), viciado em heroína, que só olha para a neta. O tio, Frank (Steve Carell), suicída, homossexual abandonado e recém chegado a este lar, que se afirma a primeira autoridade em Proust. O filho, Dwayne (Paul Dano), um fanático fã de Nietzsche, que fez uma promessa de não falar uma única palavra enquanto não conseguisse ingressar na Força Áerea. A filha, Olive (Abigail Breslin), uma menina de 7 anos cujo sonho é participar e ganhar o concurso "Little Miss Sunshine" em Redondo Beach, na Califórnia. Uma menina que adquire a seriedade de um adulto nos momentos mais extremos deste enredo.
Devido a várias circunstâncias, esta família, sempre à beira de um verdadeiro e supremo ataque de nervos, junta-se numa carrinha Volkswagen "Pão de Forma" amarela, e atravessam o país, numa série de aventuras bizarras, de modo a chegar a tempo ao concurso almejado pela pequena Olive.
Uma viagem pelo conceito de família, acima de tudo. Uma imagem simples, desconcertante por vezes, irónica mas sempre bem fundamentada, sobre os aspectos mais banais que assolam o ser humano, isolado e depois em família. As neuroses, os problemas, os conflitos, os sonhos deambulando ao lado da viagem física que esta família enceta e cujo final coincide com a redescoberta de outros valores que estavam adormecidos para eles. No fundo, apanham o "autocarro" para a beleza da vida...


xxx

Num fim de semana de temperaturas altíssimas, em que nada apetecia em conflito com o tudo o que apetecia, optei por ficar com esta pequena pérola, que tem uma história densamente encantadora, com momentos para rir, momentos para reflectir, momentos para ficar de boca aberta, momentos para quase chorar...de tudo para todos. Excelentes interpretações e uma banda sonora muito bem enquadrada. Até se esquece do calor e do "sunshine" ofuscante que vai por ali fora!


Para quem não viu...ou para quem já conhece...a não perder!
: )

OS TRUQUES DA MEMÓRIA ... À SOMBRA DO PASSADO (?!)> ---->


"Não há nenhuma diferença entre aquilo que aconteceu mesmo e aquilo que fui distorcendo com a imaginação, repetidamente, repetidamente, ao longo dos anos. Não há nenhuma diferença entre as imagens baças que lembro e as palavras cruas, cruéis, que acredito que lembro, mas que são apenas reflexos construídos pela culpa. O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer construção, faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento. Quando me lembro de ter quatro anos e de estar a brincar no quintal, não sei onde terminam as imagens que os meus olhos de quatro anos viram e que permanecem até hoje comigo, ou onde terminam as imagens que inventei sempre que tentei lembrar-me dessa tarde. Era uma tarde que passava entre os ramos dos pessegueiros. A luz, disposta sobre a terra, era como figuras de renda, como uma colcha de renda com as formas dos ramos dos pessegueiros e das folhas que tremiam. Depois da copa emaranhada das árvores, devia haver o céu e pássaros porque aquela era uma tarde calma de maio. A minha mãe estava na cozinha. Às vezes, via o seu rosto a olhar-me através do vidro da janela. As minhas irmãs talvez estivessem nos seus quartos ou em algum lugar que eu não conhecia. Eu tinha quatro anos e havia muitas coisas que não conhecia."

in Cemitério de Pianos
de José Luís Peixoto

xxx

...deixo nos fios da Teia as questões: O QUE É QUE SE PENSA QUE NÃO SE CONHECIA AOS 4 ANOS DE IDADE? TUDO TRUQUES DA MEMÓRIA? PASSADO: ILUSÃO OU REALIDADE? CONSTRUÇÃO OU TRANSFORMAÇÃO?!...

FORA DA PRATELEIRA: HISTÓRIA HORRÍVEL - FACTOS MARADOS, por Terry Deary e Martin Brown ---->


FORA DA PRATELEIRA, e já fora da época da Feira do Livro de Lisboa, fica aqui um dos "vestígios históricos" que trouxe de lá.

Excerto escolhido pela su:

“CURAS MALUCAS
Tens uma doença? Precisas de uma boa cura maluca à moda antiga. É claro que esta depende da época em que vives. Aqui tens algumas dicas de eleição vindas do passado nojento. Mas não experimentes isto em casa ou nos teus amigos. Experimenta antes em alguém de quem não se vá sentir falta – um professor, talvez…

Curas para a dor de dentes
* Idade da Pedra: Come flores de alteia.
* Tempo dos Saxões: Ferve uma folha de azevinho, coloca-a num pires com água, leva-o à boca e boceja.
* Dinastia Stuart: Arranha a gengiva com um prego novo e depois prega-o numa árvore.
* Século XVIII: Queima a orelha com um ferro quente.

Curas para a dor de cabeça
* Idade da Pedra e Era Romana: Faz um buraco no crânio.
Tempo dos Saxões: Arranja umas crias de andorinhas, abre-lhes os estômagos e procura pedrinhas. Mete-as num saquinho e encosta-o à cabeça.
* Idade Média: Tira o chapéu para que os vapores nocivos possam sair da tua cabeça.
* Inca: Faz um buraco entre os olhos com uma lâmina de vidro.
* Dinastia Tudor: Alfazema/ Louro/ Arruda/ Rosas/ salva/ manjerona. Ata uma corda ao pescoço.”


Quem diz que a brincar não se aprende?! ; )

Excerto escolhido pelo Taliesin:

Ao ler este livro não posso deixar de evidenciar um dos excertos que me chamou à atenção… sobre os nossos amigos, os gatos!

“BOA VIDA PARA OS GATOS
1. Os egípcios acreditavam que a deusa Bast era a mãe de todos os gatos. Também acreditavam que os gatos eram animais sagrados.
2. No Antigo Egipto, toda a família rapava as sobrancelhas em sinal de tristeza quando o seu gato morria.
3. A punição por matar um gato, há quatro mil anos, no Egipto, era a morte.
4. Durante o reinado de Kublai Khan, os chineses usavam leões em expedições de caça. Treinavam os enormes felinos para caçar e mobilizar grandes animais – desde a bois selvagens a ursos – e para ficarem com a presa até ao caçador chegar.
5. O único animal doméstico comum que não é mencionado na Bíblia é o gato.
6. Quando a Peste Negra se espalhou pela Europa algumas pessoas pensaram que tinham sido os gatos a espalhá-la. Milhares foram massacrados. Mas as pessoas que pouparam os seus gatos forma muitas vezes poupadas – os gatos mantiveram as suas casas livres dos verdadeiros culpados: as ratazanas.
7. Em 1888 cerca de trezentos mil gatos mumificados forma encontrados em Beni Hassan, no Egipto. Foram vendidos a 18 dólares e 43 cêntimos a tonelada e enviados para a Inglaterra para serem moídos e utilizados como fertilizante.”


Sete factos… e os gatos com sete vidas. Nós só temos apenas uma.
Não a desperdices!
;)
 
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